quinta-feira, 24 de maio de 2012

Muda

Muda by rainha morbida
Muda, a photo by rainha morbida on Flickr.

Tao estranha e silenciosa como foi sua vida foi sua partida dela.
A noticia me pegou de surpresa, ela sempre fora saudavel (embora miasse pouco) e estava em forma para o seus 15 anos.
Muda se foi sem deixar descendentes e com sua partida termina a "dinastia" de Simpatico Estranho.
Saudade, muda!

sábado, 7 de abril de 2012

livros, livros a mancheia

A poesia silenciosa dos fantásticos livros voadores.

sexta-feira, 23 de março de 2012

extremos

há tempos não abria a pasta rosa, razão de ser deste blog.
hoje encontrei um dos seus guardados: uma carta escrita sobre um poema cujo título nomeia a presente postagem.

"releio três cartas: uma azul, uma cinza e uma fogosamente vermelha. Fico agora pensando nas coisas tantas que você falou. No rio que nunca é o mesmo, nos poemas febris inspiração dos madrugadores, pirados como nós, no comentário aceso do Corpo de Luciano (Dos pássaros), no DESEMBARQUE (desejo), no soluço, no sonho, no disco. Ouço Legião, duas vezes por dia, todo dia. Um
Fico trista pela demora em escrever. Perdi o pique, não estou bem. Coisas íntimas. As férias foram péssimas. Não consegui sequer sonhar. 
Até a próxima interrogação.
Um soluço"

A distância alimentava a saudade e a vontade de escrever.
Hoje as pessoas estão a um click e as cartas saíram de cena.

terça-feira, 20 de março de 2012

Despedida

O sol se punha por entre as folhas da Mata de Cazuzinha
enquanto as cigarras entoavam um canto de despedida
para o velho companheiro que partiu para Timbuktu.


Adeus, Doug!

quarta-feira, 14 de março de 2012

olho animal

Irresistível! Ver o mundo pelo olhar de um gato.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

espera

espera by rainha morbida
espera, a photo by rainha morbida on Flickr.

Todo banco vive a espera de não ser só.
Todo banco vive a espera de não ser só banco.
Todo banco vive à espera.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

a hera do tempo

somos a idade da pedra
a hera do tempo
cavalgando os ventos de Iansã
somos a busca e o procurado
o pesadelo de Lilith
dançando na fogueira do amor
a eternidade somos nós
pois o tempo não pesa
para os nossos pés
que não se cansam de caminhar
Graça de Sena
03.08.1989

Este poema, escrito num cartão vermelho de Josilton Tonn, foi criado a 11.000m de altitude para um sacerdote negro que descobriu comigo analogias entre Lilith e Iansã.