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18 de março, 138 anos da Comuna de Paris

18 de março, 138 anos da Comuna de Paris - governo popular organizado pelas massas parisienses que teve a curta vida de 72 dias, quando foi sufocada ferozmente pelas tropas militares comandadas por Adolphe Thiers. O saldo dessa truculência? 20 mil mortos em uma única semana – a Semana Sangrenta . Era o fim da comuna mas sua memória vivifica nos corações da classe trabalhadora como referência para uma outra sociedade possível. Em maio de 1871, Marx escreveu: "Os trabalhadores de Paris, com sua comuna serão sempre considerados como gloriosos precursores de uma nova sociedade. A memória de seus mártires será cuidadosamente conservada no grande coração da classe trabalhadora. Ahistória já prendeu seus exterminadores nesse eterno pelourinho, de onde não conseguirão arrancá-los todas as orações de seus sacerdotes" . Como governo da classe operária, a Comuna de Paris, exercia seu poder em benefício do povo. Mostrou grande cuidado pelo melhoramento da situação material das grandes ma...

gatos, silêncios e uma carta-cobra

Emílio, o gato-planta filho de Fifi. Depois de muito tempo ( o que é muito tempo? ) retorno ao nosso convívio. Carnaval, gripes ... e O gato por dentro , de William Burroughs. Eu não sabia da relação de Bill com os felinos. Vou voltar a falar sobre este livro depois, quando terminar de ler. Agora destaco apenas uma passagem em que ele fala do ritual de iniciação dos oficiais da SS nazista que tinham de arrancar os olhos de um gato depois de alimentá-lo e acariciá-lo por um mês. A eliminação de qualquer indício de piedade. Perante ato tão brutal ele diz: “Qualquer barganha que envolva a troca de valores qualitativos como amor por bichos pela vantagem quantitativa não é apenas desonrosa. O homem não pode estar mais errado. Isto também é tolo. Por que você nada ganha. Vendeu o seu você ." O meu você, após um silêncio de semanas, e mais alguns gatos na barriga de Fifi, revirou a gaveta e, ao reabrir a pasta rosa, de cara, foi abocanhado ...

feridas incicatrizáveis

Hoje, 13 de fevereiro de 2009, são 32 anos da morte de Carolina Maria de Jesus. Prá quem não lembra, Carolina se tornou conhecida após a publicação do livro Quarto de Despejo , sucesso editorial traduzido para cerca de 29 línguas. Além disso, Carolina foi uma das poucas brasileiras a receber menção na Antologia de Escritoras Negras e no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis. Detalhe. Carolina Maria de Jesus era catadora de papel e vivia numa favela na cidade de São Paulo. Mineira de nascimento, da pequena cidade de Sacramento, Carolina passou a infância e a adolescência em cidades do interior de Minas Gerais e de São Paulo. Após a morte a mãe, em Franca - SP, Carolina parte para a capital do estado, onde entre empregos informais e trabalhos domésticos, a futura escritora, sonhava com o mundo das letras. Mais tarde, morando na favela e vivendo da coleta de papéis, Carolina escrevia constantemente, em folhas encontradas no lixo. “Não tenho força física, mas as minhas palavras ferem mai...

um brinde musical

Hoje o camarada DJ Buenas está mandando ver nas pick-ups , na festa de divulgação do seu blog On the Rocks. Também vão dar o tom o DJ Cassicas e o DJ Moloko Velocet. Tudo acontece no Bar Balcão - Orla do Rio Vermelho, a partir das 21h, na cidade do Salvador. Se eu estivesse lá, iria conferir. Sei que vai rolar só coisa boa, então, aqui vai um brinde on the rocks! http://www.myspace.com/freekittennyc

Doces lembranças

Não pude resistir à queda nos 90, não pude resistir às doces lembranças... oooh sweet memories. Cerys, minha musa, quem, além dela se apresentaria com uma bolsa a tiracolo? Imbatível!

Trickynagens e pollockices

O mês de janeiro assinalou sua despedida com o aniversário de dois gigantes da inventividade e da transgressão, um na música outro na pintura. O dia 27 registrou a vinda ao mundo de Tricky – transgressão da forma e do conteúdo da música/poesia; trip hop, intensidade emocional, evocações de um modo de ser e de expressão inusuais. Adoro isso. Dia 28 foi a vez de Jack Pollock - transgressão da forma e do conteúdo da pintura; expressionismo abstrato, indefinível choque nas retinas e no gosto usuais. Também adoro isso. [Number 8, 1949 (detalhe); Óleo, esmalte e alumínio sobre canvas; Neuberger Museum, State University of New York http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/ Ambos jogam na cara do mundo a inquietação e a intensidade com que vivem a arte. Intensidade emocional pra ver e ouvir. Ao som de Makes me wanna die http://www.youtube.com/watch?v=jiwmdhNuyqo

I was dreaming in my dreaming

restos... pandarecos... cacos... pedaços... vampirização de textos sem a audácia do mestre da biutice+, ora vampirizado semvergonhamente espalhando pitadas, atirando cascas de laranja na chuva das urânias “uma voz que atravessava séculos, tão pesada que quebrava o que tocava, tão funda que suspeitei que soasse em mim com ressonância eterna; uma voz enferrujada com o som de pragas e dos gritos ásperos que brotam do delta do último paroxismo do orgasmo.” * assoviando tulipas roxas na cara patética do número um risco de asco arremesso medos num jogo de opostos, o avesso, o inverso da razão o pedaço cuspido da maçã que alguém mordeu o lado escuro do espelho hoje não fitei teus olhos vesgos SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUEM EU SOU? Nem o mundo, nem mesmo o sol podem mostrar simultaneamente ambas as faces. EU SOU A TUA OUTRA FACE Com teus olhos de pedra meio da madrugada o perigo: buraco negro das palavras corria o risco de fazer poesia visitam-me as criaturas da noite e nenhum gole de vinho para ...