Pular para o conteúdo principal

Postagens

A programação dos aniversários da Fundação Cultural Galeno d'Avelírio e da Casa da Cultura deste ano está focada em artistas locais. Exposição dos novos trabalhos de Dina Garcia na mostra intitulada  blocos estilizados - construindo com arte ; show com as bandas Mang Mama (do pop ao hard rock) e Alfaya (afro pop). A abertura das festividades será com o lançamento do selo comemorativo dos 27 anos da Fundação Cultural Galeno d'Avelírio. Vamos marcar presença e celebrar as artes e a cultura locais!

bday

6.2 turbinado Nenhuma ruga a mais Tampouco mais sabedoria O dia amanheceu como todos Exceto pelas nuvens cinza E a persistente garoa bem semelhante a um dia igual Num longínquo abril Numa sertaneja cidade Num bairro operário Onde era esperado jorge romeu. Contrariando as expectativas, Nasceu eu! 25 de abril de 2013

A rainha mórbida é real

A verdadeira rainha mórbida Já falei antes sobre ela aqui nesse blog, se não me engano, com o mesmo título. Não importa, pra quem não se lembra quero repetir a dose.    Diamanda Galás, filha de pais gregos ortodoxos, criada em San Diego , Califórnia onde, ainda criança estudou jazz e música clássica. Artista performática e controversa esteve no Brasil em 1998. Ativista de grupos de combate à Aids, tatuou na mão esquerda os dizeres "We Are All HIV+" (Somos Todos HIV+) desde que seu irmão morreu, vítima da doença, em 1986. Durante uma manifestação do ACT UP (grupo gay de militância) na St. Patrick's Cathedral, em Nova York , em 1989, Galás foi presa por "distúrbio da ordem pública" e em 1990, após uma apresentação no "Festival delle Colline", na Toscana, o governo italiano a denunciou por "blasfêmia contra a Igreja Católica Romana". "Satã mora mesmo nos EUA", ironizou a cantora, "agora mais do que nunca". Pa...

um dia qualquer

a minha sentença é ser proscrita entre castas e direitas criaturas nenhum corte atravessa a minha face nenhuma lama em seus sapatos nenhum sangue em minhas retinas descrever ciúmes cenas de possessão jogos cabalísticos os símbolos têm sua hora marcada e nosso encontro está assinalado está gravado em nossa cara com a brasa do ferro ardente afinal a maldição abocanhou-nos desatolando-nos a decadência desentranhando o veneno das nossas veias o eco da nossa inquietude alcançará um dia o senso comum? abraço-me a joquim louco e escondo-me em seu quarto de vidro protegendo-me do temporal de mediocridades o frio dos olhares congela-me os ossos mas sobre eles verterei todo o meu ódio

antes de chegar a primavera

a casa parada no tempo  com suas cadeiras de ferro e seus cachos de rosas brancas perfumadas  de dentro,  o olhar congelado do velho  observa a passagem do tempo  cruz das almas, 28 de agosto de 2012 (tarde)

Ao longo do canal

Para Bartira e Noee A bordo de uma nau improvável, projeto de um sonhador, zarpamos da marina de Camdem. São 3 da tarde. O intrépido marujo ata e desata cordas e faz soar o apito. Estamos de partida. Nas margens, os olhares se voltam para nós. Sentada no velho sofá que outrora ornamentou a sala de alguém, aceno para os transeuntes quase me sentindo uma rainha. O verde outrora brilhante do sofá se acomoda na plana balsa de tosca madeira. Os mais curiosos lançam-me a pergunta: “Você quem fez?” Compenetrada, aponto o nosso comandante. Entre goles de vinho, fragmentos da metrópole desfilam ante nossos olhos incrédulos. Um bêbado tenta embarcar e nos mostra a língua ao ser impedido; namorados se beijam quase ocultos pela vegetação da margem; corredores ofegantes em constante luta para manter a boa forma; noivos em brinde e juras de amor eterno (nas fotos do álbum aparecerá a nossa nau); ciclistas e seus cachorros compenetrados; desconhecidos que acenam. O vôo inesperado do c...