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Flor


Flor
Upload feito originalmente por rainha morbida
nas vezes em que me assedia
uma fome canibal
rio-te o brilho dos meus dentes
como um poema feito a quatro mãos
querendo ser
um pequeno poema infinito
enlouqueço-te-me
se aquele amor nunca fora angélico
minhas cruzes
numa só cruz das almas penadas
: metafísica-metafísica
metafique-se
neste leito de ausências esperadas

Comentários

Rita Santana disse…
E o que dizer sobre a doação ao outro que há nesse poema, onde o pertencimento se torna também via de deleite e de derramamentos no outro? A palavra quando é insuficiente para dizer tudo tem que virar barro nas nossas mãos, Poeta. Você fez isso e eu gostei. Beijos! Rita
graça sena disse…
Ritinha querida, agradeço pela visita e pela poesia/comentário. Fiquei muito, mas muito sensibilizada com suas palavras e vindo de uma poeta do seu quilate sinto-me alçada a um patamar onde nunca suspeitei pudesse estar.
Uma barcaça de abraços e desejos de um ano novo pleno de poesia.

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