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Arte e vida severina

A tarde noite de ontem vibrou numa atmosfera quase mágica.
A poesia invadiu a Casa da Cultura permeada de lembranças, histórias, memórias e um certo ar de melancolia. Meio que pra combinar com a noite chuvosa. 
O velho amigo Cyro Mascarenhas Rodrigues contribui para o ar de sarau com poesias e mais poesias: sonetos, endrisos e poetrix. Conceitos estes que só ele pra explicar.
Frequentadores assíduos do Papo no Pátio como Geysa Coelho, Fabrício Salomão e Rogério Lima mais outros que apareceram pela primeira vez trouxeram o auxílio luxuoso da música. 
De tudo um pouco se viu desfilar: poemas falados, poemas cantados, poemas visuais.
A vida foi o grande tema.
Saí radiante da grande noite de quarta.


Hoje, para minha tristeza, a vida imita a arte e serve de bandeja a desgraça cotidiana.

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