quarta-feira, 18 de março de 2009

18 de março, 138 anos da Comuna de Paris


18 de março, 138 anos da Comuna de Paris - governo popular organizado pelas massas parisienses que teve a curta vida de 72 dias, quando foi sufocada ferozmente pelas tropas militares comandadas por Adolphe Thiers.
O saldo dessa truculência? 20 mil mortos em uma única semana – a Semana Sangrenta.
Era o fim da comuna mas sua memória vivifica nos corações da classe trabalhadora como referência para uma outra sociedade possível.

Em maio de 1871, Marx escreveu: "Os trabalhadores de Paris, com sua comuna serão sempre considerados como gloriosos precursores de uma nova sociedade. A memória de seus mártires será cuidadosamente conservada no grande coração da classe trabalhadora. Ahistória já prendeu seus exterminadores nesse eterno pelourinho, de onde não conseguirão arrancá-los todas as orações de seus sacerdotes".

Como governo da classe operária, a Comuna de Paris, exercia seu poder em benefício do povo. Mostrou grande cuidado pelo melhoramento da situação material das grandes massas: fixou a remuneração mínima do trabalho, foram tomadas medidas de proteção do trabalho e de luta contra o desemprego, de melhoramento das condições de moradia e do abastecimento da população. A Comuna preparou a reforma escolar, fundamentada no princípio da educação geral, gratuita, obrigatória, laica e universal. Tiveram extraordinária importância os decretos da Comuna sobre a organização de cooperativas de produção nas empresas abandonadas por seus donos, a implantação do controle operário, a elegibilidade dos dirigentes de algumas empresas estatais. Na sua política exterior, a Comuna se guiou pelo empenho de estabelecer a paz e a amizade entre os povos.

Na educação, a proposta dos communards visava modificar uma realidade que lhes era limitada, quando não excludente, a exemplo da educação feminina.
Para isso, a Comuna tomou um conjunto decisões e medidas que procuraram redefinir os objetivos educacionais e da escola.

Abertura de todas as instituições de ensino gratuitamente ao povo - e sem a interferência da Igreja e do Estado; organização do ensino primário e profissional; busca pela integração entre educação e trabalho; administração gratuita pelos profissionais dos instrumentos de trabalho escolar; instrução para as mulheres.

Alguns sonhos da Comuna foram materializados, outros ainda temos que lutar por eles.

Leia mais:

http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/c/comuna_paris.htm
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=569
http://www.alunosonline.com.br/historia/comuna-de-paris/

2 comentários:

Anônimo disse...

Pois é, Graça Sena, Marx já alertava séculos passados. E antes, a comuna já despertava anseios de liberdade e igualdade. Quem sabe um dia?

On The Rocks disse...

tô passando pra deixar um abraço.

bj