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Mostrando postagens de Outubro, 2011

a doce maçã

Sozinha, a doce maçã enrubesce no alto ramo
Alto, altíssimo, pois esqueceram-na os apanhadores de maçã. Na verdade não a esqueceram: não conseguiram alcançá-la.
Safo de Lesbos



Publico hoje mais um trecho de poetas lembrados nas Quartas Literárias, hoje trago a poetisa Safo, recitada por Josué Francisco numa tarde memorável na qual ele de modo reverente guardava na mão um fragmento de rocha trazida da Grécia.




Viva a poesia!

A Casa do Incesto

Arrumando alfarrábios, deparei-me com o texto abaixo. Ele foi extraído da obra de Anaïs Nin, A Casa do Incesto e compôs o mosaico literário interpretado por mim no projeto Café com Poesia, da Casa da Cultura Galeno d'Avelírio. 
Ela, observando o meu passo de sibarita, eu, atenta à sibilação da sua língua. Os nossos olhos prostitutos postos fundo uma na outra. Ela, era um ídolo em Bizâncio, um ídolo a dançar, de pernas afastadas; e eu escrevia com pólen e mel. O doce segredo manso de mulher que eu esculpi nos cérebros dos homens, com palavras de cobre; imagem tatuada nos olhos deles. (...) Eu povoava a sua memória com a história que eles queriam esquecer. SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUEM EU SOU? O Café com Poesia acontecia todas as quartas-feiras, às 18h30, no Teatro do Porão. Poetas, atores ou leitores  elegiam um autor para interpretar durante trinta minutos. Depois acontecia um bate-papo acompanhado de chá e, lógico, um delicioso café. Houve uma época em que o projeto contou com o apoio…

poemas esparadrápicos

cada garça tem um boi só seu no chão a troca: alimento por alívio no couro. cada garça tem um boi só seu e no céu cada boi tem um par de asas.