sexta-feira, 24 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O tempo

Tenho estado ausente nos últimos tempos. Culpa do tempo.
Isto me remete ao poema da minha amiga distante Nena. Não a vejo há tanto tempo.
Como há muito tempo não vejo Diogo, um amigo de muito tempo atrás que me mandou um recado e um número de telefone. Liguei, mas não o procurei. Sua voz estava tão fraquinha. Lembro dele quase todos os dias, mas tem faltado tempo para ir à cidade vizinha visitá-lo.Também gostaria de visitar minha amiga Doris, até prometi mas...


Refletindo sobre o Tempo

O tempo,
Todo o tempo nos persegue:
É o momento do atraso,
Da hora passada,
Da hora futura
Dos minutos contados

Do dia que não chega,
Da noite que não passa,
É o tempo de chuvas,
É o tempo de graças

E é o tempo de amar,
É a hora de procriar
É o minuto adiantado,
É o dia atrasado,

No tempo você está sempre sozinho.
O meu tempo é diferente do seu tempo,
Que é diferente do dele e também diferente do dela
Sempre é ele a nos espreitar e nos dizer o que somos e como estamos

Estou atrasada,
Estou adiantada,
Estou na frente do jogo de game,
Estou atrás de uma saída pra esta enrascada.

O tempo passa e o faz sem pedir passagem,
Não ouvimos nem um “com licença”,
Nem um deixe-me atravessar esta estrada.
Ele não chega
Ele te perpassa
Como uma flecha
Flamejante e encarnada.

Corre quando preciso de calma,
E pára quando preciso de pressa
O tempo do sono é do sonho ou do pesadelo?
Seja o que for... É culpa do tempo.

Nena
maio/2010