quinta-feira, 26 de novembro de 2009

para romper com uma vidinha mais ou menos

parada na ponta do passeio de uma rua qualquer, numa cidadezinha qualquer, de qualquer lugar do interior. o olhar flutuando pelos transeuntes num arremedo de vida carregando sacolas, bolsas, crianças... carros, carroças, bicicletas... montes de terra, demolição... calor escaldante, poeira.
passos arrastados conduzem para não se sabe onde, uma casa distante, um lugar onde descansar o corpo mortiço, desidratado, empoeirado, quase faminto.
um pouco de dinheiro dobrado enfiado no bolso mais recôndido próximo ao corpo, dinheiro úmido do suor do dia calorento. dinheiro pouco para as muitas contas a pagar.
amanhã começar tudo de novo? correr...? cumprir horário...? bater ponto...? engolir um pastel com refresco, café...? e pensar no amanhã, no depois de amanhã...
o corpo flácido, o silêncio das conversas bobas, os vizinhos...
a corda pendente...
o silêncio...

...
m e i a - n o i t e
a voz rouca de lou reed ecoa no pátio


Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was
someone else, someone good

http://www.loureed.com/00/index.html

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Viva a Consciência Negra, Viva Fela Kuti

África Mãe da Consciência Negra

Hoje, 20 de Novembro, quando todas as vozes se levantam para celebrar o dia da consciência negra, presto minha homenagem por meio de um ícone da luta pelos direitos dos povos africanos, o músico Fela Kuti.


O texto abaixo, escrito por Alexandre Matias, extraído do site Radiola Urbana, diz um pouco sobre a contribuição de Fela Kuti para a música

"Fela Anikulapo Kuti é o equivalente africano de Che Guevara e Bob Marley ao mesmo tempo, gênio da raça, líder pacifista e voz do povo. Papa do afrobeat, trouxe os milenares ritmos africanos para a era elétrica, fundindo-os com a força bruta do jazz, funk e rhythm'n'blues. Com seu front musical, entrava em transes percussivos acompanhados de cavalgadas de baixos elétricos, guitarras em profusão, um coro feminino em primeiro plano e uma enxurrada de instrumentos de sopro, com o sax de Kuti em primeiríssimo plano. Com mais de uma centena de discos com sua participação (álbuns costumeiramente divididos em quatro blocos de quinze minutos, que tornavam-se horas ao vivo), Fela criou uma obra tão vasta quanto densa, de valor inestimável e de fácil aceitação. Mas como a África, Fela Kuti é deixado de lado da história mundial, como um gigante incompreensível, uma floresta fechada onde nenhum homem jamais esteve.

Puro preconceito."
http://www.radiolaurbana.com.br/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009