sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Casa do Incesto

Arrumando alfarrábios, deparei-me com o texto abaixo. Ele foi extraído da obra de Anaïs Nin, A Casa do Incesto e compôs o mosaico literário interpretado por mim no projeto Café com Poesia, da Casa da Cultura Galeno d'Avelírio. 
Ela, observando o meu passo de sibarita, eu, atenta à sibilação da sua língua. Os nossos olhos prostitutos postos fundo uma na outra. Ela, era um ídolo em Bizâncio, um ídolo a dançar, de pernas afastadas; e eu escrevia com pólen e mel. O doce segredo manso de mulher que eu esculpi nos cérebros dos homens, com palavras de cobre; imagem tatuada nos olhos deles. (...) Eu povoava a sua memória com a história que eles queriam esquecer. SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUEM EU SOU?
 O Café com Poesia acontecia todas as quartas-feiras, às 18h30, no Teatro do Porão. Poetas, atores ou leitores  elegiam um autor para interpretar durante trinta minutos. Depois acontecia um bate-papo acompanhado de chá e, lógico, um delicioso café. Houve uma época em que o projeto contou com o apoio de uma marca de café e de uma padaria.
Cadê os poetas de Cruz das Almas? Vamos retomar a poesia falada?

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