sexta-feira, 23 de março de 2012

extremos

há tempos não abria a pasta rosa, razão de ser deste blog.
hoje encontrei um dos seus guardados: uma carta escrita sobre um poema cujo título nomeia a presente postagem.

"releio três cartas: uma azul, uma cinza e uma fogosamente vermelha. Fico agora pensando nas coisas tantas que você falou. No rio que nunca é o mesmo, nos poemas febris inspiração dos madrugadores, pirados como nós, no comentário aceso do Corpo de Luciano (Dos pássaros), no DESEMBARQUE (desejo), no soluço, no sonho, no disco. Ouço Legião, duas vezes por dia, todo dia. Um
Fico trista pela demora em escrever. Perdi o pique, não estou bem. Coisas íntimas. As férias foram péssimas. Não consegui sequer sonhar. 
Até a próxima interrogação.
Um soluço"

A distância alimentava a saudade e a vontade de escrever.
Hoje as pessoas estão a um click e as cartas saíram de cena.

3 comentários:

Carlos Alberto Passos disse...

Graça: compreendo sua desesperança. Um período na vida. Não pode é parar de remar. E com todas as desavenças, serei sempre seu amigo.

graça sena disse...

Carlinhos, não sinto desesperança apenas constato que os tempos são outros e precisamos nos adaptar. Embora permaneça uma certa melancolia.
Obrigada por visitar o blog e deixar seus comentários. Volte sempre.
Abs,
Graça

graça sena disse...

A propósito,a carta transcrita não foi escrita por mim.