Pular para o conteúdo principal

extremos

há tempos não abria a pasta rosa, razão de ser deste blog.
hoje encontrei um dos seus guardados: uma carta escrita sobre um poema cujo título nomeia a presente postagem.

"releio três cartas: uma azul, uma cinza e uma fogosamente vermelha. Fico agora pensando nas coisas tantas que você falou. No rio que nunca é o mesmo, nos poemas febris inspiração dos madrugadores, pirados como nós, no comentário aceso do Corpo de Luciano (Dos pássaros), no DESEMBARQUE (desejo), no soluço, no sonho, no disco. Ouço Legião, duas vezes por dia, todo dia. Um
Fico trista pela demora em escrever. Perdi o pique, não estou bem. Coisas íntimas. As férias foram péssimas. Não consegui sequer sonhar. 
Até a próxima interrogação.
Um soluço"

A distância alimentava a saudade e a vontade de escrever.
Hoje as pessoas estão a um click e as cartas saíram de cena.

Comentários

Graça: compreendo sua desesperança. Um período na vida. Não pode é parar de remar. E com todas as desavenças, serei sempre seu amigo.
graça sena disse…
Carlinhos, não sinto desesperança apenas constato que os tempos são outros e precisamos nos adaptar. Embora permaneça uma certa melancolia.
Obrigada por visitar o blog e deixar seus comentários. Volte sempre.
Abs,
Graça
graça sena disse…
A propósito,a carta transcrita não foi escrita por mim.

Postagens mais visitadas deste blog

Pise devagar, você está pisando nos meus sonhos.

Ao ouvir esses versos, lidos por um personagem de um filme já começado, apurei o olhar e ouvidos para a tv. O personagem segurava um livro cuja capa estampava o nome Yeats em letras bem grandes.
Pensei com meus botões: esse filme deve ser bom!
Não era tão bom assim, apesar das referências a vários clássicos da literatura. Perdeu-se nos clichês e nas cenas de ação exageradas. Mas valeu a pena por me levar a reler o poeta!


OS TECIDOS DO CÉU Se eu tivesse os tecidos bordados dos céus,
ornados de ouro e prata em luz,
panos azuis foscos breus
da noite, luz, e da meia-luz,
estenderia os tecidos sob teus pés.
Mas, pobre, tenho apenas sonhos;
são eles que estendo sob teus pés.
Pise devagar, você está pisando nos meus sonhos. (William Butler Yeats) (trad. inédita de Bruno D’Abruzzo) AEDH WISHES FOR THE CLOTHS OF HEAVEN Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under …