segunda-feira, 14 de outubro de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

A programação dos aniversários da Fundação Cultural Galeno d'Avelírio e da Casa da Cultura deste ano está focada em artistas locais. Exposição dos novos trabalhos de Dina Garcia na mostra intitulada blocos estilizados - construindo com arte; show com as bandas Mang Mama (do pop ao hard rock) e Alfaya (afro pop).
A abertura das festividades será com o lançamento do selo comemorativo dos 27 anos da Fundação Cultural Galeno d'Avelírio.
Vamos marcar presença e celebrar as artes e a cultura locais!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

bday


6.2 turbinado

Nenhuma ruga a mais
Tampouco mais sabedoria
O dia amanheceu como todos
Exceto pelas nuvens cinza
E a persistente garoa
bem semelhante a um dia igual
Num longínquo abril
Numa sertaneja cidade
Num bairro operário
Onde era esperado jorge romeu.

Contrariando as expectativas,
Nasceu eu!

25 de abril de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

A rainha mórbida é real

A verdadeira rainha mórbida

Já falei antes sobre ela aqui nesse blog, se não me engano, com o mesmo título. Não importa, pra quem não se lembra quero repetir a dose.
  
Diamanda Galás, filha de pais gregos ortodoxos, criada em San Diego, Califórnia onde, ainda criança estudou jazz e música clássica. Artista performática e controversa esteve no Brasil em 1998.
Ativista de grupos de combate à Aids, tatuou na mão esquerda os dizeres "We Are All HIV+" (Somos Todos HIV+) desde que seu irmão morreu, vítima da doença, em 1986.

Durante uma manifestação do ACT UP (grupo gay de militância) na St. Patrick's Cathedral, em Nova York, em 1989, Galás foi presa por "distúrbio da ordem pública" e em 1990, após uma apresentação no "Festival delle Colline", na Toscana, o governo italiano a denunciou por "blasfêmia contra a Igreja Católica Romana". "Satã mora mesmo nos EUA", ironizou a cantora, "agora mais do que nunca".

Para botar mais lenha na fogueira, em 92, a revista norte-americana "Vanity Fair" publicou uma foto sua, feita por Annie Leibowitz, da cantora nua, pendurada a uma cruz em meio a chamas.

Essa mesma fúria e inconformismo que Galás expressa em sua vida de militante foram transpostos para a música. Desde seus primeiros trabalhos, "Wild women with steak knives" (Mulheres loucas com facas de cortar carne) e "Tragouthia apo to aima exon fonos" (Canção do sangue dos assassinados), de 1979, Galás fala de morte, perda e solidão, temas desenvolvidos nos trabalhos que vieram a seguir: "O isolamento pode matar", ela diz.

A discografia da cantora conta com 12 discos (todos lançados em CD pela Mute Records). Em "The divine punishment", de 1989, ela utiliza textos bíblicos musicados para mandar um recado irônico àqueles que viam a Aids como uma "punição divina".

Seu disco mais recente, "Malediction and Prayer", traz uma insólita regravação de "My World Is Empty Without You", sucesso das Supremes, além de poemas de Pasolini e Baudelaire musicados por Galás.


A fúria é a única resposta adequada aos deuses injustos que governam a vida dos mortais, afirma Galás.
http://musica.uol.com.br/especiais/1998/12/01/ult1541u47.jhtm



Ame ou odeie a verdadeira rainha mórbida nessa versão de my world is empty without you, das Supremes. Visceral!