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ainda poesia

INFLEXÃO PERANTE ALLEN GINSBERG E HENRY THOREAU

o sagrado coração reumático de elenor
um olhar estranho – olhar
não cego de poeta com
olhos de anjo
anjos maometanos
anjos loiros
anjos de rilke – terríveis
a bíblia sagrada com seus uivos
de anjos terríveis
não causa assombro ao
caminhante desobediente
trilhando as margens do rio
à margem dos anjos 

Graça de Sena

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Pise devagar, você está pisando nos meus sonhos.

Ao ouvir esses versos, lidos por um personagem de um filme já começado, apurei o olhar e ouvidos para a tv. O personagem segurava um livro cuja capa estampava o nome Yeats em letras bem grandes.
Pensei com meus botões: esse filme deve ser bom!
Não era tão bom assim, apesar das referências a vários clássicos da literatura. Perdeu-se nos clichês e nas cenas de ação exageradas. Mas valeu a pena por me levar a reler o poeta!


OS TECIDOS DO CÉU Se eu tivesse os tecidos bordados dos céus,
ornados de ouro e prata em luz,
panos azuis foscos breus
da noite, luz, e da meia-luz,
estenderia os tecidos sob teus pés.
Mas, pobre, tenho apenas sonhos;
são eles que estendo sob teus pés.
Pise devagar, você está pisando nos meus sonhos. (William Butler Yeats) (trad. inédita de Bruno D’Abruzzo) AEDH WISHES FOR THE CLOTHS OF HEAVEN Had I the heavens’ embroidered cloths,
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